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Estado vira alvo de gigantes do petróleo

Estado vira alvo de gigantes do petróleo

Após um período ruim para o setor de óleo e gás no país e no Espírito Santo, uma retomada começou a ser ensaiada ontem. Durante o leilão da Agência Nacional do Petróleo (ANP), grandes empresas da China, Espanha e Estados Unidos demonstraram apetite pela exploração de petróleo no Estado, arremataram quatro campos no litoral capixaba e prometem investir cifras bilionárias nos próximos anos.

Ao todo, foram comprados 13 dos 31 blocos em oferta no Espírito Santo na 14ª Rodada, que aconteceu no Rio de Janeiro. Na prática, o interesse dessas gigantes vai representar a geração de empregos, negócios e renda, além de estimular a inovação e a tecnologia.

> Empresas capixabas arrematam oito campos de petróleo no Espírito Santo

Para especialistas, os impactos a partir da exploração e produção em mar e terra são multiplicados também quando se trata da formação de mão de obra, que tende a se qualificar cada vez mais para atender uma indústria altamente complexa e exigente.

Os 13 blocos do Estado foram arrematados por R$ 126,9 milhões por seis empresas, três estrangeiras e três capixabas. Valor quase duas vezes maior que o bônus mínimo solicitado. A ANP prevê um investimento mínimo na fase exploratória de R$ 134,4 milhões para esses campos. E a estimativa de especialistas do setor é que, até 2030, os investimentos na cadeia petrolífera alcancem R$ 50 bilhões e sejam criados cerca de 20 mil empregos.

A ExxonMobil, maior petroleira do mundo, arrematou duas áreas da Bacia de Campos, localizadas no litoral Sul capixaba, pelo valor R$ 63,4 milhões. A gigante também comprou, em consórcio com a Petrobras, um bloco da bacia (na divisa do Estado com o Rio de Janeiro) com potencial para descobertas no pré-sal pelo valor de R$ 12,9 milhões.

SUCESSO

Os resultados foram acima do esperado tanto para o Espírito Santo como para o Brasil, mostrando uma retomada da confiança no país

Léo de Castro, presidente da Federação das Indústrias (Findes)

Para o diretor do Centro Brasileiro de Infraestrutura (Cbie), Adriano Pires, a volta da petroleira estadunidense para o Brasil foi o maior destaque do leilão. “A Exxon está recolocando dinheiro no Brasil depois de muito tempo. Só isso já demonstra o sucesso que foi essa rodada e a nova fase que estamos vivendo no setor”, comentou.

Na Bacia do Espírito Santo, a chinesa CNOOC Petroleum levou um bloco por R$ 23,5 milhões, e a espanhola Repsol, outro, pelo bônus de R$ 23,1 milhões. Assim, o bônus total dos blocos marítimos arrematados na Bacia do Espírito Santo foi de R$ 46,6 milhões. Em terra, oito campos foram comprados.

Apesar de conquistar bônus bem acima do esperado, 18 campos do Estado não obtiveram nenhuma oferta das empresas participantes do leilão. O consultor da Findes, Durval Vieira, ponderou que o leilão teve aspectos positivos e negativos.

“Em valor, a rodada foi um sucesso, mas pela ótica da baixa quantidade de áreas arrematadas, tivemos uma surpresa. Mas o Espírito Santo, de uma forma geral, saiu ganhando e, nos próximos anos, vamos começar a ver os resultados dos investimentos que serão realizados por essas companhias.”

RETOMADA

O governador em exercício do Estado, César Colnago, que acompanhou o leilão no Rio de Janeiro, comemorou os resultados alcançados e afirmou que as expectativas se confirmaram, o que deve trazer grandes impactos positivos para a economia capixaba.

“O Espírito Santo foi um dos pontos altos da rodada. As previsões de investimentos nesses blocos também devem impulsionar outros setores, gerar milhares de empregos, e aumentar as receitas, tanto do Estado quanto dos municípios capixabas”, destacou Colnago.

O secretário de Petróleo do Ministério de Minas e Energia, Márcio Félix, também avaliou como positivo o resultado do Espírito Santo. “Tiveram grandes e novos entrantes no Estado, de alta capacitação tecnológica e financeira”, frisou.

A nível nacional, a 14ª Rodada arrecadou R$ 3,842 bilhões para o governo, com um ágio (valor acima do esperado) de 1.556,05%, número considerado excelente pelo governo federal. Dos 287 blocos de exploração ofertados, apenas 37 (13%) foram arrematados por um total de 17 empresas, sendo sete delas estrangeiras.

“A vinda dessas grandes companhias para o Brasil e para o Estado mostra uma retomada da confiança, principalmente em função das mudanças que foram feitas na regulação do setor”, pontuou Léo de Castro, presidente da Findes.

FONTE: Portos e Navios

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